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Terça-feira, 21 de Maio de 2019, 18h:38

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Em Pequim, Mourão diz que há "demonização" de produtos chineses

Adnilton Farias/VPR - 21.05.2019 "Tem toda aquela demonização ou satanização daquilo que vier produzido aqui [na China]", disse Mourão em Pequim...


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general mourão
Adnilton Farias/VPR - 21.05.2019
"Tem toda aquela demonização ou satanização daquilo que vier produzido aqui [na China]", disse Mourão em Pequim

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) disse, em Pequim, que o Brasil precisa ter “flexibilidade” diante da guerra comercial entre Estados Unidos e China e das sanções do governo norte-americano à gigante chinesa Huwaei. Para Mourão, há uma “demonização” de produtos chineses, e o Brasil precisa ter paciência para não se precipitar até que fique claro qual será o resultado da disputa entre as duas maiores economias do mundo.

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"Tem toda aquela demonização ou satanização, vamos colocar assim, daquilo que vier produzido aqui, que poderão ser equipamentos espiões. A gente tem que esperar clarear as coisas", disse Mourão , no terceiro dia de sua visita à China.

Mourão, que nesta visita tem usado um tom bem mais amigável em relação à China do que o do presidente Jair Bolsonaro (PSL) na campanha eleitoral, afirmou que a palavra-chave para o Brasil em relação à guerra comercial entre China e EUA é “flexibilidade”. "O Brasil não pode se curvar nem para o lado A, nem para o lado B. Nós temos que saber aproveitar o melhor disso aí", defendeu.

Maior fabricante do mundo de equipamentos de telecomunicações, a Huawei tem sido alvo de dura retórica e sanções por parte do presidente Donald Trump, que autorizou a inclusão da gigante chinesa na lista de empresas proibidas de comprar componentes de fornecedores americanos.

Na opinião do vice-presidente brasileiro, as ações do governo americano são parte do estilo de negociação de Trump, e não significam necessariamente que o desfecho será um confronto total entre os dois países.

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"As pessoas têm que entender que essa disputa comercial entre Estados Unidos e China está em fase de negociação. O pessoal olha como o presidente Trump negocia, ele é negociante. Então ele jogou o sarrafo lá em cima e, agora, vão começar a discutir. A gente tem que ter flexibilidade, não pode achar que está tudo perdido, porque uma coisa é clara: as duas economias são complementares, são irmãs siamesas", completou.

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