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Quinta-feira, 17 de Outubro de 2019, 20h:30

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Comitê gestor define vencedores do Selo Mais Integridade

O comitê gestor do Selo Mais Integridade definiu nesta quinta-feira (17) as empresas aprovadas na seleção do edital 2019/2020. O prêmio é destinado...


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O comitê gestor do Selo Mais Integridade definiu nesta quinta-feira (17) as empresas aprovadas na seleção do edital 2019/2020. O prêmio é destinado às empresas e cooperativas do agronegócio que promovem ações de sustentabilidade, responsabilidade social e prevenção à corrupção. O resultado ainda deverá ser homologado pela secretaria-executiva do Ministério da Agricultura.

Em reunião realizada no Ministério da Agricultura, os integrantes do comitê gestor analisaram os relatórios apresentados pelas empresas e cooperativas inscritas no processo seletivo. Participaram da reunião representantes do Mapa, CGU, Embrapa, CNA, Febraban, CNI, OCB, Alliance for Integrity, Ethos e B3.

O comitê aprovou a documentação de 18 empresas entre as 25 que se candidataram no edital deste ano. A lista com o resultado final será divulgada na segunda quinzena de novembro, quando ocorrerá a cerimônia de premiação.

Na abertura dos trabalhos, o secretário-executivo do Mapa, Marcos Montes, ressaltou que o tema da integridade é um dos mais importantes trabalhados pelo Ministério. Ele enfatizou ainda que o Selo representa uma oportunidade para o Brasil mostrar ao mercado nacional e mundial que é um país sério e responsável.

“O selo é muito importante, porque nos dá oportunidade de abrir mercados e de mostrar que fazemos as coisas com seriedade no Brasil”, disse.

O secretário executivo da Controladoria-Geral da União, José Marcelo Castro de Carvalho, ressaltou que o Selo Mais Integridade segue o caminho do programa “Empresa Pró-Ética”, executado pela CGU, e pode alcançar impacto positivo no mercado e na percepção das empresas sobre a necessidade de mudanças na gestão.

“Toda a sociedade está cobrando que as empresas sejam mais integras, mais corretas. Então, percebemos que esse movimento favorece consideravelmente que haja uma cooptação das empresas para que elas participem e evoluam. Especificamente relacionado às empresas que mexem com agronegócio, um dos principais pilares do PIB, isso influencia inclusive no mercado. Quanto mais se investir para que a gente tenha uma boa visibilidade por parte do público externo, do mercado, vai ser extremante valoroso para o país”, reiterou Carvalho.

Para a gerente de práticas empresariais e políticas públicas do Instituto Ethos, Marina Martins Ferro, o novo edital do Selo demonstra o amadurecimento do programa no sentido de aprimorar a relação público-privada na promoção da integridade, combate à corrupção e adoção de práticas sustentáveis como estratégia de negócios. Ela relata que  tem visto um crescimento do interesse por parte das empresas.

"Para nós do Instituto Ethos, esta é uma política pública de extrema relevância pra  conseguir articular diferentes atores do setor privado e o setor público nessa construção de uma sociedade mais justa e sustentável. O Selo Integridade é muito interessante, porque ele traz outras áreas de interesse, de tentativa de incluir questões de sustentabilidade, meio ambiente, direitos humanos. Então, a gente tenta sempre ampliar e aprofundar este questionamento para subir a régua com relação às práticas de sustentabilidade das empresas”, comentou.

Foto: Guillherme Martimon / Mapa

Selo Mais Integridade

O Selo tem por objetivo reconhecer as iniciativas do mercado nacional que promovam relacionamento íntegro e ético entre si e com o setor público; e mitigar riscos de ocorrência de fraudes e corrupção nas relações entre os setores público e privado ligado ao agronegócio.

O edital deste ano exigiu certidão de regularidade fiscal das empresas já premiadas na edição anterior e certidão negativa de multas ambientais, além de requisitos mais detalhados da área de anticorrupção.

“Estamos dando continuidade às ações de fomento à integridade para as empresas e cooperativas do agronegócio. Isso demonstra a preocupação do Ministério com a pauta anticorrupção e ambiental”, disse Cláudio Torquato, chefe da Assessoria Especial de Controle Interno do Mapa.

A equipe técnica do Selo está trabalhando para aprimorar os requisitos do edital para o próximo ano, a fim de atrair uma maior participação das cooperativas no processo de premiação, e ainda está levantando informações sobre os impactos do uso do Selo sobre a imagem e o trabalho das empresas que já foram premiadas.

As 11 empresas premiadas ano passado com o Selo de Integridade foram: Produquímica Indústria e Comércio (SP), Adama Brasil (PR), Adecoagro Vale do Ivinhema (MT), Baldoni Produtos Naturais Comércio Indústria (SP), Rivelli Alimentos (MG), Indústria e Comércio de Alimentos Supremo (MG), Iharabras Indústrias Químicas (SP), Bunge Alimentos (SC), Rio Branco Alimentos S.A (Pif Paf Alimentos - MG), Tropfrutas dos Brasil (Leão Bebidas – SP), Old Friends Agropecuária (RS).

Informações à imprensa
imprensa@agricultura.gov.br

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