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Terça-feira, 18 de Fevereiro de 2020, 13h:30

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Após TST julgar greve ilegal, petroleiros dizem que paralisação permanece

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Divulgação/FUP
TST julgou greve de petroleiros ilegal, mas FUP diz que vai recorrer da decisão e manter paralisação

Os petroleiros vão recorrer da decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que declarou ilegal a greve da categoria e determinou o retorno imediato ao trabalho. Segundo nota publicada nesta terça-feira (18) no site da Federação Única dos Petroleiros (FUP), a orientação é que os trabalhadores mantenham a greve, iniciada no dia 1º deste mês, e sigam as recomendações dos sindicatos em relação "às tentativas de intimidação e assédio dos gestores da Petrobras”.

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Em sua decisão, o juiz do TST autorizou a Petrobras a tomar "medidas administrativas cabíveis para cumprimento da presente determinação, a partir do reconhecimento da abusividade da greve e da ilegalidade praticada por aqueles que nela permanecerem, inclusive com a convocação dos empregados que não atenderem ao comando judicial, com a aplicação de eventuais sanções disciplinares."

Na nota, a FUP lembra que, na greve de novembro do ano passado, quando o ministro Ives Gandra Martins decidiu isoladamente definir como ilegal a greve dos petroleiros , ele foi derrotado por seus pares na Seção de Dissídio Coletivo (SDC) do TST.

No movimento atual, acrescenta a FUP em seu comunicado, Ives Gandra é novamente relator do processo de dissídio coletivo, e, mais uma vez, decide monocraticamente pela ilegalidade de um movimento legítimo. Para isso, utiliza como fundamento o resultado de uma medida cautelar que a Petrobras ajuizou a seu favor.

"O mínimo que se esperava era que o ministro Ives Gandra respeitasse a decisão anterior de seus pares na SDC, o que não ocorreu", contesta o diretor da FUP, Deyvid Bacelar.

Para a federação, o ministro poderia ter pautado a greve dos petroleiros na sessão de segunda-feira da SDC ou aguardar o julgamento designado para o dia 9 de março.

A FUP ressalta que qualquer decisão sobre a paralisação será deliberada coletivamente
em assembleias, previamente convocadas pela FUP e seus sindicatos.

Na segunda, a Petrobras informou em nota que já notificou as entidades sindicais e aguarda o retorno ao trabalho dos grevistas imediatamente. A estatal voltou a garantir que não há impactos na produção de petróleo e de combustíveis decorrentes da greve.

A greve dos petroleiros é coordenada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e os 13 sindicatos afiliados contra o fechamento e demissão de cerca de 400 trabalhadores na fábrica de fertilizantes Ansa, no Paraná.

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A paralisação entra nesta terça-feira em seu 18º dia, com 21 mil trabalhadores mobilizados em mais de 120 unidades do sistema Petrobras.

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