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Terça-feira, 28 de Janeiro de 2020, 19h:30

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'Véio da Havan' critica Projeto de Lei de licença-menstruação; entenda

arrow-options Reprodução Luciano Hang critica PL “Quanto mais direitos trabalhistas, menos empregos os brasileiros vão ter”. Essa foi a frase utilizada...


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Luciano Hang critica PL


“Quanto mais direitos trabalhistas, menos empregos os brasileiros vão ter”. Essa foi a frase utilizada por Luciano Hang , dono das lojas de departamento Havan , para criticar o Projeto de Lei (PL) que pede pela licença-menstruação

Nesta terça-feira (28), o empresário usou sua conta no Twitter para fazer a afirmação, e acrescentou que o PL é populista. 


O que é a licença-menstruação?

Na publicação, Hang pediu a opinião de seus seguidores, o que gerou diversos comentários e críticas em torno da licença-menstruação . No tuíte, o empresário afirma que “se aprovado [o PL], todos os meses as mulheres poderão faltar até três dias de trabalho durante o período menstrual”. 

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Dentre os comentários, diversas pessoas disseram que as faltas acarretariam em menos horas de trabalho para as mulheres . Mas não é isso que diz o projeto de lei

De autoria do deputado federal Carlos Bezerra ( MDB -MT), o PL prevê que “a empregada poderá se afastar do trabalho por até 3 (três) dias ao mês, durante o período menstrual, podendo ser exigida a compensação das horas não trabalhadas”. 

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No documento, o deputado traz um estudo da MedInsight , que revela que 70% das mulheres tem queda na produtividade no trabalho durante o período menstrual. Com a necessidade de repor as horas afastadas, a defesa de Bezerra é a de que as empresas ganharão em produtividade . “Entendemos, portanto, que a norma proposta beneficiará as mulheres trabalhadoras, que padecem por ter que trabalhar com todos os incômodos causados pela menstruação, mas também trará vantagens para as empresas, que disporão da força de trabalho feminina sempre no melhor nível de produtividade”, afirma o texto do documento. 

O PL ainda está longe de ser aprovado. Escrito em 2016, o projeto já tramitou por algumas comissões até chegar à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados , onde foi arquivado em janeiro do ano passado.

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