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Quarta-feira, 27 de Novembro de 2019, 07h:00

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A psicanálise por Freud

Freud afirma que a estrutura da personalidade é composta pelo Id, Ego e Superego


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Beatriz G. Rufato

Sigmund Freud como a maioria das pessoas conhecem, foi um grande teórico do desenvolvimento humano ao qual instituiu uma das principais teorias do psiquismo , a Psicanálise. Formado em Medicina pela Universidade de Viena, desde os tempos da faculdade já era um grande pesquisador no laboratório de neurofisiologia. Ao se formar na universidade passou a trabalhar no Hospital Geral de Viena, e foi a partir do trabalho com Jean Martin Charcot que ele passou a conhecer a hipnose, a partir daí desenvolveu as mais variadas experiências que se concluiu com a criação da psicanálise.

 

Freud, no que diz respeito à estrutura de personalidade, afirma que esta é composta por três grandes sistemas: Id, Ego e Superego. Embora cada uma destas partes da personalidade tenha suas próprias funções, propriedades componentes, dinamismos e princípios de ação, elas agem em estreita relação e trazem muitas contribuições para compreender o comportamento humano (HALL 2000).

De acordo com Hall (2000), o Id é um sistema original de nossa personalidade, é a matriz de onde se origina o ego e o superego. O Id é constituído por tudo aquilo que é psicológico que é herdado que se faz presente em nós desde o nascimento, incluindo nossos instintos. Podemos dizer que ele é o reservatório de toda nossa energia psíquica e distribui energia para os outros dois sistemas. Está em constate contato com os processos corporais, dos quais deriva à energia, o Id é nossa “verdadeira realidade psíquica, pois representa nosso mundo interno, nossa realidade subjetiva e não tem nenhum contato com nossa realidade objetiva”.

O Ego, segunda instância psíquica descrita por Freud, seria nossa noção da realidade, o mecanismo que nos mantêm conscientes e em contato com a realidade que nos cerca. Hall (2000) por sua vez afirma que o ego é o executivo da personalidade, pois tem a função de controlar o acesso à ação, selecionando características do ambiente às quais irá responder, e resolve então que instintos serão satisfeitos e de que maneira. Ao realizar estas funções executivas muito importantes, o ego precisa ainda tentar integrar as demandas conflitantes advindas do id, do superego e do mundo externo. O ego não existe separadamente do id. Seu papel principal é de mediar as exigências instintuais do organismo e as condições do ambiente que o cerca, seus objetivos são manter a vida do indivíduo e assegurar que a espécie se reproduza.

O terceiro e último sistema da personalidade humana é o superego. Ele é o representante interno dos valores tradicionais impostos pela sociedade conforme interpretado pelos pais para a criança, e impostos por um sistema de recompensas e punições. Podemos dizer que o superego é a força moral de nossa personalidade, ele representa o ideal do que o real e busca a perfeição mais do que o prazer. Seu principal papel é decidir se uma atitude, comportamento ou decisão é certa ou errada e se está de acordo com o que é prezado pela sociedade (HALL 2000).

 

Beatriz Rufato

 Psicóloga

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