REFLEXÃO /

Segunda-feira, 09 de Setembro de 2019, 07h:00

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O ato de compreender o próximo

É fundamental saber se colocar no lugar do próximo, possuir sensibilidades e ainda, ser complacente à dor alheia.


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Ernesto de Sousa Ferraz Neto

Para melhor entender o outro é preciso ter discernimento sobre a vida, reconhecer suas fragilidades e agir com tolerância às desigualdades, para tanto, é fundamental saber se colocar no lugar do próximo, possuir sensibilidades e ainda, ser complacente à dor alheia.

A palavra compreensão pode ser definida como “a faculdade de conter em si, em sua natureza, ou numa categoria, num sistema” ou ainda “a faculdade de entender, de perceber o significado de algo; entendimento”. Dessa forma, é possível fazer da compreensão à dor, uma ponte para prestar ajuda. 

Para compreender os sentimentos alheios é necessário conhecer o universo desse indivíduo, bem como as suas angústias e aflições, afinal, cada pessoa tem um histórico próprio, que carece ser respeitado e compreendido. É um pequeno gesto que pode mudar comportamento de pessoas e talvez até o destino de alguém.

É importante, além de saber se colocar no lugar da outra pessoa, seguir o que pede o nosso coração, somente assim é possível abrir canais para o diálogo e tentar amenizar a dor. 

Para reconhecer no outro a dor, o medo, a tristeza e a aflição é preciso possuir sensibilidade e ter percepção das coisas que acontecem ao seu redor. Trata-se de um sentimento nato, pois é uma habilidade rara que poucos conseguem perceber.

O ato de compreender o outro requer envolvimento pessoal e doação incondicional. Em regra, muitos não procuram ajudar o próximo por ter receio, e em alguns casos específicos, porque eles não estão dispostos em se envolverem naquele momento, mas é bom lembrar que a dor não tem hora para chegar e nem tempo certo de duração.

Se seguirmos os ensinamentos da Irmã Dulce quando dizia “Sempre que puder, fale de amor e com amor para alguém. Faz bem aos ouvidos de quem ouve e à alma de quem fala”. Agir dessa maneira já é um grande passo nesse sentido. Falar apenas de amor é o primeiro passo e ainda, é uma forma de estar ajudando e contribuindo com o próximo.

Neste sentido, Madre Teresa de Calcutá afirmava que “As palavras de amizade e conforto podem ser curtas e sucintas, mas o seu eco é infindável”.

Percebe-se que os valores humanos são diferentes para cada indivíduo, dependendo de sua formação educacional e profissional.

Assim, compreender é um ato humanitário e prestar ajuda é exercitar à prática da benevolência, além, é claro, de trazer reconforto aos nossos corações.

 

Ernesto de Sousa Ferraz Neto

formado em Direito e Letras

Professor na Rede Pública do Estado de MT

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