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Segunda-feira, 08 de Julho de 2019, 07h:00

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Agronegócio atrai turistas de todo Brasil e do mundo para Primavera do Leste

Este é tido como uma das principais potências do turismo na cidade e também da região


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Jaqueline Hatamoto

Na semana passada, o jornal O Diário deu início a uma série de reportagens que tem como objetivo enaltecer o turismo local e também os parceiros da Revista O Diário. Na reportagem de hoje, falaremos sobre o Turismo de Agronegócio, que já está bastante desenvolvido em Primavera do Leste.

Com potencial produtivo em massa, a cidade tem atraído diversos investidores e também visitantes, movimentando assim o chamado Turismo Tecnológico de Agronegócio. São pessoas que vem até Primavera do Leste para ver de perto as etapas do processo que envolve plantio, colheita e transporte. São pessoas oriundas da China, Estados Unidos entre outros. Recentemente um grupo de 54 americanos vieram à cidade acompanhar a colheita de algodão. De acordo com o secretário de Meio Ambiente, os visitantes saíram daqui impressionados.

“Essas grandes extensões de áreas são normais para nós, porém, os turistas não acham normal ver de 10 a 15 colheitadeira colhendo ao mesmo tempo. Para eles é surreal”, exemplificou o ex-secretário de meio ambiente Carlos Donin.

O agronegócio é tido como uma das principais potências do turismo na cidade e também da região. Existe um vínculo forte entre estas duas áreas, pois movimentar a cidade que tem tradição no meio agrícola é uma forma de atrair visitantes, que consequentemente, se tornam turistas. “É um turismo que merece ser explorado, pois trata-se de um turismo de tecnologia. O turista que vem para explorar tem alto potencial econômico. Esse grupo de americanos que vieram fazer o turismo de tecnologia, visitaram três fazendas, almoçaram aqui, jantaram aqui, conhecendo a tecnologia que nós temos, então esse é um turismo que já existe”, frisou o secretário de Meio Ambiente.

O ex-secretário destaca que o turismo agronegócio tem potencial para atrair não só estrangeiros, mas também moradores de grandes centros que não tem muito contato com a produção agrícola. “É um turismo que contempla não só estrangeiros. Há como atrair pessoas de grandes centros como do Paraná, São Paulo e outras regiões do Brasil”. 

Donin salienta que para o município se fortalecer ainda mais no segmento, precisa atrair agências de viagens que estejam voltadas a esse turismo receptivo. “Hoje as empresas que fazem esse turismo não são do município. São empresas de fora que tem no Sindicato Rural um parceiro que faz esse intermédio com as propriedades rurais”.

De acordo com Donin, as negociações com as prestadoras de serviços estão bastante adiantadas. “Nós vamos tentar buscar essas empresas para se instalarem em Primavera. Tivemos contato com empresas, a maioria tem uma ponte fora do país, mas já nos apresentamos para eles e vamos tentar atraí-los para cá”.

Neste sentido se evidencia o importante papel do agente turismo, que vai além do turismo emitivo, mas agrega valor ao turismo receptivo. “São eles que fazem o contato direto com o turista a base da estrutura do turismo são os agentes, por isso é importante termos um bom guia de turismo, um bom turismólogo, capacitar os funcionários da rede hoteleira e boas agências de viagens”, frisou o coordenador de Turismo Romualdo.

A especialista em turismo de negócios, Gláucia Mara de Barros, integra uma equipe que traz os visitantes para a região há dois anos e assegura: "Para Mato Grosso, o turismo tecnológico será a atividade do futuro".

Somente nestes dois últimos anos, Gláucia acompanhou três grupos de turistas dos Estados Unidos que vieram a região de Primavera. Ela acredita que, na maior parte das vezes, essas pessoas procuram o agronegócio e olho na lucratividade. "Eles estão atrás do que vai dar lucro a região deles. Esses visitantes são, em sua maioria, empresários, pesquisadores e pessoas ligadas à tecnologia", acrescenta.

Apesar do Estado possuir várias áreas turísticas e atrativos diferenciados, Gláucia acredita que o forte é o turismo de negócios. "O Ecoturismo também é expressivo, mas ainda é muito precário". Por isso, a especialista aposta no potencial de Campo Verde, que já visa esse setor do turismo.

Um dos pontos mais elogiados pela especialista em turismo de negócios é a estrutura das fazendas, que já são abertas para visitação. "Elas têm uma estrutura de cidade", enaltece e brinca: "Mato Grosso está além de tecnologia e aquém de hospitalidade".

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