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Sexta-feira, 25 de Outubro de 2019, 07h:00

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Embriaguez ao volante, imperícia em manobras e excesso de velocidade são as principais causas de danos a postes


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Jaqueline Hatamoto

Na terça-feira (22), a BR 070 – sentido Cuiabá, ficou interditada por quase cinco horas, após um caminhão bater em um poste e derrubá-lo sobre a pista. Após derrubar a estrutura, o motorista fugiu deixando para traz o transtorno e o prejuízo. Em levantamento feito com base em reportagens produzidas pelo O Diário, foi possível constatar que esse é o terceiro incidente envolvendo queda de poste ou danos a fiação de energia registrado em menos de 30 dias em Primavera do Leste.

Segundo a companhia responsável pelo fornecimento de energia, a Energisa, de janeiro a outubro de 2019 foram registradas na cidade 12 ocorrências em que os postes precisaram ser substituídos, após serem atingidos de alguma forma por veículos. O número pode ser maior, tendo em vista que em alguns casos o responsável é o poder público, porém, o órgão não possui levantamento de quantos postes foram danificados no mesmo período. No Estado o número de ocorrências é de 785.

Um levantamento feito pela Energisa mostra que as batidas fortes de veículos, chamadas de abalroamentos, são as principais causas de danos a postes. O estudo revela ainda que as principais causas deste tipo de acidente são causadas por embriaguez ao volante, imperícia de condutores em locais de manobra e excesso de velocidade.

Além da queda do poste na BR 070, na semana passada, um condutor fugiu após danificar um poste na Rua Olivério Porta. Ele foi encontrado pela Polícia Militar em um bar e apresentava sinais de embriaguez. Segundo a Energisa, quando é possível identificar o autor do dano a postes ou a rede de energia, esse pode ser responsabilizado e ter que pagar pelo prejuízo causado. Com relação aos valores, esses variam entre R$ 1.200 a R$ 10 mil dependendo da estrutura do poste. No valor também está inclusa a mão de obra. Esse valor é cobrado administrativamente e a cobrança é reconhecida por lei.

 

CAMINHÕES OU CARGAS COM ALTURA ACIMA DO LIMITE PERMITIDO

Segundo dados da Energisa, outro fator que contribui para os danos a postes e principalmente a fiação, está diretamente ligado a máquinas agrícolas com altura elevada durante execução das atividades e caminhões com cargas cuja altura é superior ao limite permitido que, segundo a Prefeitura, é de 4,40 metros.

Tida como polo agrícola, é normal ver pelas ruas de Primavera do Leste caminhões transportando máquinas, onde muitas acabam se enroscando na fiação trazendo transtorno e também risco. Nesta semana, um motociclista teve o rosto queimado em Primavera do Leste, após ser atingido por fios de alta tensão. A fiação ficou solta após um caminhão se enroscar. O fato ocorreu na Avenida Dom Aquino, no Jardim Universitário. O motorista de um caminhão passou pelo local com uma máquina agrícola e devido à altura, o veículo enganchou na rede e destruiu a fiação. O padrão de uma residência também foi danificado. O motorista foi encontrado pela Polícia Militar e disse que comunicaria a Energisa sobre o ocorrido.

A falta de fiscalização por parte de órgãos públicos contribui para que motoristas que cometam esse dano não sejam identificados na maioria das vezes. Em Primavera do Leste não há nenhuma lei que impeça o trânsito ou estacionamento de caminhões, carretas ou máquinas agrícolas. Há apenas o Artigo 136, do Código de Posturas, em que diz que cabe ao município o direito de impedir o fluxo destes.

 

ALTURA DE FIOS SEGUEM PADRÕES ESTABELECIDOS

Ocorrências em que caminhões se enroscam nas fiações e quebram os cabos, arrastando até mesmo postes em alguns casos, são frequentes em Primavera do Leste. Este problema pode ocorrer por dois motivos: o veículo não pode transitar por aquela via ou a instalação da fiação não seguiu as normas padrões da ABNT NBR nº 15.688. A fiscalização destes é de responsabilidade da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Conforme a Aneel, a responsabilidade pela instalação, operação e segurança das redes de energia elétrica é da concessionária de distribuição. Já os cabos de telecomunicações (telefonia ou de internet) são referentes à Anatel.

As redes de distribuição são compostas por linhas de alta, média e baixa tensão. As concessionárias precisam seguir uma norma padrão para a instalação de postes e para a transmissão de energia.

A concessionária responsável pelo fornecimento de energia no Estado de Mato Grosso é a Energisa. De acordo com as normas técnicas da empresa e da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), a distância em que os fios de alta tensão devem permanecer do solo irá depender da voltagem da fiação, mas que vai de 3 a 7 metros.

A Abradee esclarece que as concessionárias operam com redes de média e baixa tensão. As linhas de baixa tensão podem variar de 110 a 440 volts e são aquelas afixadas em postes de concreto. Estas são responsáveis por levar a energia elétrica até as residências e pequenos comércios/indústrias.

Já as linhas de média tensão são aquelas com tensão elétrica entre 2,3 kV (kilo volts) e 44 kV, e são fáceis de serem vistas em ruas e avenidas das cidades, frequentemente compostas por três fios condutores aéreos sustentados por cruzetas de madeira em postes de concreto. Geralmente supermercados, comércios e indústrias de médio porte adquirem energia elétrica diretamente destes meios, devendo transformá-la internamente para níveis de tensão menores, sob-responsabilidade.

De acordo com os padrões determinados pelas normas, a distância entre os fios de alta tensão e o solo em ruas e avenidas deve ser:

- cabos: 5 metros;

- 1000 kv – 5,5 metros;

- 15.000 kv – 6 metros;

- 36.200 kv – 6 metros.

 Em entrada de prédios e demais locais, as determinações a serem seguidas são:

- cabos – 4,5 metros;

- 1.000 kv – 4,5 metros;

- 15.000 kv – 6 metros;

- 36.200 kv – 6 metros.

Duas rodovias cruzam Primavera do Leste e também há determinações padrões especificadas para serem seguidas que correspondem à altura mínima de sete metros.

 

A QUEM DEVO SOLICITAR A MANUTENÇÃO EM PONTOS DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA?

A Energisa esclarece que por determinação da Aneel, as distribuidoras de energia elétrica de todo o Brasil transferiram para as prefeituras as responsabilidades pela gestão e execução dos serviços de iluminação pública.

Desta forma, o próprio município passou a ser responsável pela manutenção, reparos, melhorias e extensão da iluminação pública da cidade. A Energisa continua arrecadando a contribuição de iluminação pública (CIP) através das contas de energia, repassando integralmente os valores à prefeitura.

A Secretaria de Infraestrutura é responsável pela iluminação pública e para reparos, solicitações de instalação ou demais informações, basta ir até a sede na Rua José Donim, 294 – Castelândia, ou entrar em contato pelo tele (66) 3498-1730.

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