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Quarta-feira, 26 de Fevereiro de 2020, 07h:00

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162 casos de dengue são confirmados em Primavera

Três casos de chikungunya e dois de zica também foram confirmados na cidade. Agentes de endemias continuam visitando imóveis


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Jaqueline Hatamoto

Segundo o Informe Epidemiológico emitido pela Secretaria de Saúde de Primavera do Leste, foram confirmados 162 casos de dengue, três casos de chikungunya e dois de zica. Os números correspondem ao período de 29/12 a 01/02. Segundo o órgão os números podem ser ainda maiores, tendo vista que muitas pessoas não buscam unidades de saúde para tratar da doença.

 

As agentes de controle de endemias visitaram 11.705 imóveis da cidade, e a expectativa é que mais residências sejam visitadas. Vale destacar que as casas ou estabelecimentos comerciais onde forem encontrados focos criadouros do mosquito da dengue serão multadas. “Vamos intensificar ainda mais as visitas e combate ao mosquito. Temos ordem judicial para adentrar locais que já foram notificados e caso sejam encontrados focos, iremos multar”, explicou o presidente da sala de Controle da Dengue, Amarildo de Jesus.

Com objetivo de conscientizar a população de que prevenir a dengue é uma responsabilidade de todos, a Secretaria de Saúde, semanalmente divulga um boletim informativo que traz o número de focos do mosquito encontrado nos bairros da cidade. Os bairros que se encontram em alerta são: Parque Eldorado com 27, Castelândia 26, Novo Horizonte 13 e Poncho Verde 1 com 12. Vale lembrar, que uma criança de 10 anos foi encaminhada para UTI depois de ter o quadro de dengue confirmado. Ela passa bem.

A situação de Primavera do Leste não é diferente de outras cidades do estado, que também tem muitos casos da doença já confirmados. Segundo a o presidente da sala de controle, a única alternativa para que a cidade fique livre de uma epidemia está na mão da população. Isso mesmo! Basta que cada um mantenha limpo seu quintal.

De acordo com um levantamento feito pela Vigilância Ambiental, 63% dos focos do mosquito estão alojados em lixo doméstico, ou seja, em materiais que podem armazenar água e que não tiveram a destinação correta. “Para nossa surpresa, descobrimos que o maior problema hoje instalado no município é em relação ao lixo doméstico. As pessoas não estão tendo o hábito de descartar o lixo de forma adequada. Quando entra no quintal, se encontra muito lixo, garrafa pets, pote de margarina e até mesmo tampa de garrafa. E é nesse local que a fêmea vai botar os ovos”, explicou a bióloga Márcia Veloso, da Secretaria de Saúde Estadual – escritório regional Rondonópolis.

O estado de Mato Grosso, segundo a Secretaria Estadual de Saúde, registra 100 novos casos de dengue a cada 24 horas O gerente de Vigilância em Doenças e Agravos Endêmicos da SES, Alba Valéria Gomes Melo, explica que atualmente as maiores incidências estão nos municípios menores, especialmente os que se concentram nas regiões do médio Araguaia, médio-norte e sul. Isso acorre porque são cidades com menor número populacional e, por isso, o impacto de casos é maior. Em municípios mais populosos, os cuidados devem ser intensificados porque é mais difícil fazer o trabalho de contenção da doença. “Nos preocupa muito quando uma cidade aparece 4 semanas consecutivas registrando o aumento de casos”.

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