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Terça-feira, 27 de Março de 2012, 05h:00

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“A ORELHA DA CORUJA”


Política é feita de acordos e desacordos, não é? Por incrível que pareça NÃO era para ser. Deveria ser algo para se posicionar ideologicamente ou não sobre algum tema ou assunto a discutir. Sempre baseado em leis ou importâncias legais ou morais como as questões, sociais, ambientais e econômicas.
Quando surge alguém que expõe o seu posicionamento e o defende, é criticado. Acho que deveria ser aplaudido, mesmo que sua posição seja contra a nossa, pois ao menos definiu a sua posição.
Assim, aprecio muitíssimo as idéias e posicionamentos de alguns candidatos, podemos não votar nele pelo seu posicionamento, mas outros votarão. Os que não se posicionam e ficam com as suas idéias e posicionamentos escondidos como Orelha de Coruja.
Contudo, seguir as cartilhas tornou-se fator decisivo. E por isso ações e mudanças não ocorrem. Mas essas mudanças para quem nos alienou e nos transformou em gado marcado seriam interessantes?
Paradigmas ultrapassados ainda comandam a maioria dos líderes, que possuem uma visão clara: o possuidor da maior renda é dominador dos menos favorecidos. E ponto. As reservas (indígenas ou não) estão sendo vendidas ou dadas, plantas tupiniquins sendo patenteadas por norte-americanos, japoneses e alemães. Isso é domínio. Não precisamos buscar exemplos de domínio estrangeiro, que existe, mas me refiro ao domínio de quem possui poder financeiro ou está no poder do Brasil.
Podemos sim ter solução, o que falta é interesse. Quem sabe quando nós acreditarmos que crises econômicas são produzidas para enriquecer poucos e empobrecer (ou eliminar) muitos e que isso é insignificante perto das crises ecológicas nunca antes vista na história deste país (eu não copiei do presidente) que estão ocorrendo. Quando falo de crise ecológica digo falta de alimento, água e recursos naturais. Ou será que temos outros problemas ecológicos maiores que estes?
Vivemos uma crise de valores e devido a falta de valores sócio-ambientais nossas vidas estão extremamente perturbadas pelas nossas próprias ações. Este condicionamento provocado pelo homem interfere negativamente nas condições de diferentes pontos locais ou globais.
O posicionamento transformou-se em uma causa social, cidadã e de sobrevivência. Em contradição com os valores defendidos e o comportamento cotidiano esquecemos que a essência do ato educativo acontece de forma dinâmica, das lutas diárias e que a vida é o lar do sentido. Não são os conhecimentos, as informações e nem as verdades transmitidas através de discurso ou leis que dão sentido à vida.
O que da sentido a vida são nossos posicionamentos.
Dúvida: quem dos nossos candidatos são iguais a orelhas de corujas?

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