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Terça-feira, 02 de Agosto de 2011, 09h:44

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Empresários esperam para hoje anúncio da política industrial do governo federal

De acordo com a Sondagem Especial, pesquisa divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústia, 48% das empresas exportadoras perderam participação no mercado exterior no ano passado


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Brasília - Os empresários esperam para hoje, terça-feira (02/08), o anúncio da nova política industrial do governo “para reverter o quadro de perda de competitividade na área da exportação”, segundo informou o chefe do Departamento Econômico da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco.

 De acordo com a Sondagem Especial, pesquisa divulgada ontem pela CNI, 48% das empresas exportadoras perderam participação no mercado exterior em 2010. Na análise da confederação, aumentou o risco de fechamento de fábricas, de suspensão da produção e, até, de transferência de plantas para outros países que tenham ambiente de negócios mais favorável.

“A internacionalização das empresas, em si, é um fator positivo” se for mantida a produção interna, segundo avaliou Castelo Branco. A CNI pediu ao governo medidas para desoneração de tributos, redução do custo de capital, desoneração da folha de pagamento, melhorias na área logística e investimentos em qualificação profissional.

Para o economista, “não existe uma solução única para aumentar a competitividade e dar mais poder às empresas, mas a desoneração de investimentos é uma questão fundamental, assim como a recuperação de créditos tributários gerados na exportação e a desoneração da folha de salários”.

 Ao mesmo tempo, devem ser tomadas medidas de longo prazo ligadas à inovação e à educação para qualificar melhor a mão de obra.

Em relação à crise da dívida dos Estados Unidos, a expectativa da CNI é a de que o acordo político para elevação do teto de endividamento será fechado, mas o governo americano vai enfrentar “um ambiente difícil, com uma política fiscal mais apertada e tendo que fazer redução de gastos, o que vai afetar o crescimento”.

 O Brasil, para Castelo Branco, terá que conviver com um mercado que continuará bastante exigente. “Por ser um parceiro comercial importante, temos que estar em condições de estabelecer um fluxo de comércio competitivo”, disse ele.

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