REPERCUSSÃO /

Sexta-feira, 24 de Janeiro de 2020, 07h:00

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Operário-MT desiste do goleiro Bruno por repercussões negativas e perdas de patrocínios

A negociação do Operário-MT com o goleiro começou há 20 dias


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Globo Esporte/ Super FC

Faltavam poucos detalhes para o goleiro Bruno Fernandes desembarcar em Várzea Grande - cidade na região metropolitana de Cuiabá - para defender as cores do Operário Várzea-grandense. Porém, as repercussões negativas durante a semana e a perda de alguns patrocinadores, fizeram com que a diretoria do Tricolor de Mato Grosso desistisse da contratação.

A negociação do Operário-MT com o goleiro começou há 20 dias e avançou até um acerto oficial entre as duas partes. A diretoria desde o começo tinha medo da repercussão, mas no começo avaliou que não havia sido tão negativa e seguiu com a negociação.

Com a confirmação da contratação do goleiro e os envios dos documentos assinados, o Ministério Público e a justiça de Minas Gerais deu o aval para Bruno Fernandes defender o Operário VG.

A diretoria cogitou fretar um voo particular e já avaliava como faria a apresentação oficial, mas o Conselho de Direitos da Mulher de Mato Grosso, alguns torcedores do próprio clube e pessoas contrárias a contratação do goleiro fizeram uma manifestação com cerca de 100 pessoas em frente ao estádio Dito Souza, durante a estreia do Operário no Campeonato Mato-grossense. Junto com isso algumas empresas, que já haviam confirmado patrocínio ao clube, caíram fora e ficou inviável a incorporação de Bruno ao elenco operariano.

Diante disso, na tarde desta quarta-feira, o anúncio oficial da desistência da contratação do goleiro veio com nota oficial.

“Viemos comunicar que o Clube Esportivo Operário Várzea-grandense não contratará o goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza”,  diz a nota oficial.

 

SITUAÇÃO DO BRUNO

Bruno foi preso em setembro de 2010 e condenado em março de 2013 pelo homicídio triplamente qualificado de Eliza Samudio, pelo sequestro e cárcere privado do filho Bruninho. Ele também havia sido condenado por ocultação de cadáver, mas esta pena foi extinta, porque a Justiça entendeu que o crime prescreveu sem ser julgado em segunda instância. As penas válidas somadas são de 20 anos e 9 meses.

Atualmente o goleiro cumpre pena em regime semiaberto domiciliar em Varginha, onde está desde abril de 2017. Ele conseguiu a progressão de pena em 19 de julho após uma decisão da 1ª Vara Criminal e de Execuções Penais do município.

No início do ano, em entrevista exclusiva ao Super FC, Bruno disse que precisava trabalhar para sustentar a família e pagar pensão. “Preciso sustentar minha família e ainda pago pensão. Como vou fazer se não voltar a trabalhar? Quem vai pagar minhas contas? Quem vai colocar comida na minha mesa? Como vou fazer pra sustentar minha família? Então tenho que trabalhar. E a própria sociedade cobra isso (trabalho) dos presos. Por que comigo as coisas são diferentes? Só quero trabalhar”, disse.

O goleiro lembrou também casos de famosos que tiveram a permissão da Justiça para voltarem ao convívio social através do trabalho. “O Jobson teve um problema sério com a Justiça e teve autorização de voltar a trabalhar, assim como cantor Belo e outros tantos famosos no Brasil. Meu caso não é diferente”, afirmou.

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