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Quarta-feira, 13 de Novembro de 2019, 07h:00

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Pioneiros serão homenageados em Poxoréo

Entre os que receberão as homenagens está Ivaldina Souza Alves, moradora de Poxoréu desde a década de 40


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Assessoria de Imprensa

No próximo dia 15, na sede social do Instituto Histórico e Geográfico de Poxoréu, diversos pioneiros que fizeram parte do cenário do município serão homenageados pelo IHG.Entre os pioneiros que receberão a homenagem está Ivaldina Souza Alves, moradora de Poxoréu desde a década de 40.

Ivaldina chegou a cidade de Poxoréu trazida pelo pai, que antes havia deixado a filha em um internato, já que havia se separado da mãe e achou que não poderia trazer a filha pequena direto para Poxoréu. Somente em 1949, quando se casou novamente, é que buscou a filha já com 13 anos, e a trouxe para morar junto com a nova família que havia estabelecido.

Ivaldina foi uma das primeiras alunas do sistema educativo Dom Bosco, e tornou uma das moças mais prendadas do seu tempo e absolutamente preparada para enfrentar os desafios que a vida, mais adiante, lhe imporia e que ela sequer imaginava, apesar de já ter sofrido a privação da ausência do pai e da mãe naquela tenra infância.

A pioneira além de prendada era conhecida por ser uma das mais belas moças da região. Por isso não demorou muito para se casar. Em 1951 se casou com Antônio Nelício, após fugir com ele para uma fazenda onde morava os pais do marido.

Do casamento de Ivaldina e Antônio Nelício de Campos nasceram os filhos: Maria de Lourdes, Antônio Nival e Marivalda.  Filhos esses que foram criados com muito esforço por Ivaldina, já que o marido foi assassinado em 1961, e ela sequer teve o privilégio de se despedir dele, já que o corpo de Antônio Nelício nunca fora encontrado.

“O trabalho e a família. Eram curtos os períodos que passava com ela, mas eram intensos, prolongados em gestos de amor e afetividade. O que se perdia em quantidade, se ganhava em intensidade e qualidade”, diz trecho da revista Instituto Histórico e Geográfico de Poxoréu, em comemoração aos 81 anos da cidade, que será publicada no mesmo dia das homenagens.

Dona Ivaldina perdera, precoce e tragicamente, o marido e o vazio das buscas restou na sintonia do nada de tudo aquilo que se tinha esperança em apurar. Mas a mulher, de formação salesiana, em cujos valores se estruturou sua requintada educação o deixara forte para continuar de pé, criando educando seus filhos, transformando-os bons cidadãos.

Após a morte do esposo, Ivaldina passou a lecionar para 25 crianças na sala de aula da Ponte dos Santos. Era um barraco de taipa, uma sala de aula coberta de palha, com paredes de barro. Ali,  além de ensinar as crianças, se dedicava a limpar a sala e barrear as paredes para deixá-las sempre branquinhas. Narra que também enfeitava as paredes com desenhos feitos com piçarra colorida e anil.

Além das funções de professora na escola D. Bosco, Ivaldina lavava roupa para alguns garimpeiros, entre eles: Miguel Cardoso, Oliveira e Raimundo (Totó). O garimpeiro Raimundo (Totó), por não saber fazer contas de divisão, também pagava Ivaldina pelas aulas que ela lhe dava, na casa de Dona Nelita,( “Miúda”) vizinha de Dona Santinha. Mais uma conspiração do destino ou então numa fase de efeito: “laços do destino aproximaram os dois”

No final de 1962, Ivaldina e Raimundo ( “Totó”) foram morar juntos e oficializaram a união em 1964. Deste casamento nasceram os filhos: Fátima, Delmazir, Delvair, Evanilce, João Paulo e Welington (in memorian).

Além dos filhos e netos, sempre presentes em sua casa, o esposo “Totó” é a companhia mais próxima com quem divide o seu tempo, “em tempos da melhor idade”. Por isso, faz se mister pincelar algumas linhas do seu protagonismo, afinal, agora, diferente dos anos 60, na Ponte dos Santos, ela deixou de o ajudar a fazer as contas de seu interesse para fazer as contas do interesse de ambos.

 “Sua generosidade é tão maior que os desafios que enfrentes que alega ser grata a Deus,  apesar de tudo que passou na vida, não guarda mágoas nem ressentimento de ninguém. Todas as dificuldades que enfrentou teve sempre a presença Divina a lhe amparar e por isso compreende que serviram para lhe ensinar e fortalecer a fé que ela sempre teve e tem em Deus. Pai amoroso que está sempre junto a ela e a todos os que ela ama.

Por esta história de fé e superação desta mulher que se agigantou no campo de batalha, o IHG lhe rende homenagens, imortalizando sua história e suas memórias, guardando consigo o nosso mais singelo testemunho de orgulho”, diz trecho da revista IHG.

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