SÍNDROME DE DOWN /

Quinta-feira, 22 de Março de 2012, 05h:00

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SD apenas uma diferença: 1 cromossomo

Síndrome de down não interfere no aprender da criança


Redação: Jaqueline Hatamoto

 

Hoje portadores da síndrome buscam muita mais que inclusão, buscam espaços
Dia 21 de março foi comemorado o Dia Internacional da Síndrome de Down.
Ao todo são 193 países que adotaram a data e lutam pela aceitação de todas essas pessoas que afinal de contas, só tem um cromossomo a mais como diferença.
A Síndrome de Down é um distúrbio genético que pode afetar qualquer raça, sexo ou etnia.
A Síndrome de Down (SD) é uma alteração genética produzida pela presença de um cromossomo a mais, o par 21, por isso também conhecida como trissomia 21.
A SD foi descrita em 1866 por John Langdon Down. Esta alteração genética afeta o desenvolvimento do indivíduo, determinando algumas características físicas e cognitivas. A maioria das pessoas com SD apresenta a denominada trissomia 21 simples, isto significa que um cromossomo extra está presente em todas as células do organismo, devido a um erro na separação dos cromossomos 21 em uma das células dos pais. Este fenômeno é conhecido como disfunção cromossômica.
Por isso a data 21-03, foi escolhida para comemorar o dia internacional da Síndrome de Down, devido a trissomia 21.
Segundo a psicóloga Andrea Aparecida Rigo Pardo, a maioria dos portadores de down, tem afetividade aguçada e são extremamente sinceros; “é impressionante, eles sempre tomam a iniciativa, são muito carinhosos e espontâneos” - relata .
Segundo a psicóloga, o progresso do portador de down está diretamente ligado ao ambiente familiar. “Muitas vezes vemos casos que faltou estímulo familiar, costumamos dizer que a super proteção dos pais as vezes atrapalha” - descreve.
Segundo a psicóloga, as crianças com a síndrome não tem nenhum problema em aprender coisas novas. “A Síndrome de Down não interfere no aprender, a criança aprende, apenas demora um pouco mais que as outras crianças, tudo demanda tempo e dedicação” - frisou Andrea.
Ela ainda destaca o papel fundamental dos pais no acompanhamento dos filhos. “Os pais tem que perceber que quanto mais cedo estimularem as crianças, mais rápido elas irão se desenvolver” - disse a psicóloga.
De acordo com Andrea, antigamente os portadores de Síndrome de Down lutaram para serem aceitos, depois pela inclusão e hoje eles estão focados no mercado de trabalho, “podemos ver que a cada dia mais eles estão entrando em faculdades e conquistando seu lugar” - ressaltou Pardo.
A probabilidade de se gerar um filho com Síndrome de Down é maior entre as mulheres que engravidam depois dos 35 anos.

 

Apae ajuda no desenvolvimento das crianças

Hoje estão matriculadas na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais 127 alunos, com algum tipo de deficiência mental.
A diretora da escola Juliane Zanon Muller ressalta que a família deve procurar a escola logo que a criança nascer e ser constatado que ela tem algum tipo de doença mental. “A partir do seis meses a criança já pode frequentar a Apae, mas é interessante que ao nascer o pai já venha a escola para buscar informação de como lidar com a criança” - pontuou a diretora.
A diretora explica que antes de entrar na escola o aluno passa por uma avaliação feita por uma equipe composta por fisioterapeuta, fonaudiólogo e psicólogo, para que seja determinado o grau da deficiência. “Ao final de cada ano também realizamos a mesma avaliação para saber se o aluno evoluiu ou não, se apresentou algum avanço ou não” - explica Juliane.
Após esta avaliação anual, os profissionais determinam se o aluno tem condição ou não de seguir para uma escola de ensino regular, mas que a ida ou não é determinada pelos pais.
“No final do ano passado tivemos 19 alunos aptos a frequentarem escolas regulares, mas apenas 17 foram encaminhados, ou outros dois ficaram por opção da família” - exemplificou Juliane.
Vários projetos são desenvolvidos na associação, entre eles está o curso de pintura em tela. Além disso os alunos recebem tratamento com psicólogo, fisioterapeuta e fonaudiólogo, tudo para que se desenvolvam ainda mais rápido.
Agora a associação desenvolve também um projeto voltado para os pais, buscando que estes participem ativamente das atividades desenvolvidas pela escola. “Entendemos que o acompanhamento dos pais é fundamental para o desenvolvimento do aluno, quanto mais estimulados mais resultados apresentam e  mais evoluem” - finaliza a diretora.

1 Comentário(s)
Essas crianças são realmente especiais.
enviado por: JAQUELINE em 22/03/2012 às 17:57:46
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